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Adolescentes e Internet: qual o papel dos pais?

Nos dias de hoje, quando se fala de adolescência, é imperativo falar-se de internet.


Por muito que os pais tentem afastar os seus filhos deste mundo, mais tarde ou mais cedo, todos os jovens irão ter contacto com esta realidade, seja através de acesso a conteúdos como vídeos ou músicas, ou através de jogos, redes sociais ou como fonte de pesquisa de informação.


O mundo digital é fundamental para o desenvolvimento e formação dos nossos jovens: permite-lhes aceder a informação rica e variada, socializar com outros jovens, integrar-se na sociedade e desenvolver competências que certamente serão úteis na sua vida profissional futura.


Por isso, não é possível simplesmente impedi-los de navegar nesse mundo, é preciso sim, orientá-los nessa descoberta.


Quando a criança ou o jovem começa a explorar o mundo físico, os pais sabem quais são os principais perigos a que esta fica sujeita. Por isso, ensinam-lhe regras e estratégias de segurança: olhar para os dois lados antes de atravessar a estrada, não falar com estranhos, saber os seus dados para o caso de se perder, ligar para o 112 em caso de emergência médica, entre outras. Mas os pais não se limitam a ensinar algumas destas coisas. Por exemplo, no caso de atravessar a estrada, os pais primeiro acompanham o filho, depois veem-no a atravessar sozinho e, só quando consideram que esta aprendizagem está consolidada, é que o deixam ir sozinho. Foi também assim que os seus próprios pais fizeram consigo.


Libertar um jovem no mundo é um processo longo e gradual, feito de exemplos, ensinamentos e supervisão.


Mas, quando se fala do mundo digital, a sensação que tenho é a de que os pais, muitas vezes, simplesmente abrem a porta e “soltam” a criança ou o jovem, sem qualquer preparação ou supervisão, no desconhecido.


E porquê?


Em primeiro lugar, o mundo digital dá uma falsa sensação de segurança física. Que mal é que pode acontecer ao meu filho se está ali no seu quarto, protegido?


Por outro lado, a maioria dos pais que hoje têm filhos adolescentes, não teve a experiência do que é ser-se adolescente no mundo digital, por isso não reconhece tão facilmente os perigos a que estes estão sujeitos e não sabe passar-lhes boas práticas e regras de segurança.  Apenas conhece a internet da perspetiva de um adulto com uma personalidade já estabelecida e, por isso, com outras defesas face aos desafios que o mundo digital impõe aos nossos jovens.


Finalmente, temos a falta de tempo que caracteriza a vida atual e que impossibilita que muitos pais consigam efetivamente acompanhar e supervisionar os filhos nestas atividades online.


É, pois, fundamental que os pais criem estratégias para a integração dos filhos no mundo digital, tal como o fazem no mundo físico: tem de ser um processo igualmente longo, gradual, orientado e supervisionado.


Os pais devem mostrar aos filhos como devem fazê-lo, acompanhá-los nos primeiros tempos, conforme a sua disponibilidade, criando estratégias que facilitem essa supervisão (como utilizar o computador, o tablet ou o telemóvel nos espaços comuns da casa e não isolados no quarto) e regras bem definidas de segurança. E, aos poucos, ir-lhes dando a sua autonomia.


Os pais devem também procurar informar-se o melhor possível sobre os sites, redes sociais ou jogos aos quais os filhos têm acesso, pois só informados é que irão conseguir ajudar os filhos a tirar o melhor partido deste novo mundo.


E, acima de tudo, os pais devem ter presente que o mundo digital pode ser muito desafiante para estes jovens em termos emocionais: pelo excesso de tempo que os jovens passam neste mundo e o consequente afastamento do “mundo real”, pelas interações anónimas com os outros, que promovem comportamentos de  agressividade e intolerância, ou pelo constante contacto com objetivos inalcançáveis, que promovem a frustração e distorcem a frágil autoimagem de um corpo que acabou de se transformar, só para dar alguns exemplos. Os pais devem estar alertas para estas e outras perturbações na saúde mental dos seus filhos e, nestes casos, a psicoterapia pode ser fundamental para apoiar pais e filhos nesta descoberta.


E, se precisar de ajuda neste processo, estou disponível para atender adolescentes e adultos, online ou presencialmente. Marque aqui a sua consulta ou, se preferir, agende uma breve conversa gratuita e sem compromissos, para nos conhecermos e poder colocar-me as suas questões.



 
 
 

1 comentário


Expert Incognito
Expert Incognito
08 de jul. de 2025

Costumo jogar no telemóvel, mas é importante que não haja vírus nem links deixados (https://captain-droid.com/pt/). Tudo é limpo aqui: links para fontes verificadas, descrições detalhadas. Não tenho de vasculhar a internet em busca de conteúdo normal. Tudo está à mão aqui.

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© 2025 por Patrícia Teixeira

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