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Burro velho já não aprende línguas?

Atualizado: 29 de abr. de 2025



Psicoterapia; Envelhecimento; Psicologia Torres Vedras

“Ah, já não vale a pena. Estou velha, já não vou mudar!”.


Quantas vezes, na minha prática clínica, já ouvi esta frase, vinda de pessoas que, normalmente arrastadas para a consulta por familiares, se sentam em frente a mim de braços cruzados, reforçando esta falta de abertura?


Parece que há, entre as pessoas mais velhas, o equívoco generalizado de que a psicoterapia não é indicada para elas. E existem várias razões para isso:


- “Não estou maluca, o meu problema é esta dor aqui na perna!” – Durante muitos anos, a psicologia foi vista de duas formas opostas: como um luxo de quem podia pagar para falar sobre os seus problemas no divã ou como último recurso para quem, coitadinho, ‘perdeu o juízo’. No meio disso, a saúde mental das pessoas comuns foi esquecida. Acreditava-se que apenas a saúde física merecia investimento – ideia que se reforça ainda mais nesta fase da vida, em que os problemas físicos tendem a agravar-se. Mas e os problemas psicológicos e emocionais?


- “Isso demora muitos anos, já é tarde para começar!” – É difícil prever quanto tempo é que uma psicoterapia vai demorar. Aqui, cada caso é mesmo um caso e o processo terapêutico é construído a dois. Assim, ambos, terapeuta e cliente, definem objetivos, delineiam estratégias, reconhecem resultados, sempre tendo em conta as características daquela pessoa em particular, entre elas, claro, a sua idade.


- “Burro velho não aprende línguas!” – Este é um daqueles casos em que a sabedoria popular não podia estar mais errada (a não ser que se esteja a referir mesmo ao animal, mas, nesse caso, a idade é irrelevante!). Como é possível achar-se que as pessoas mais velhas não têm capacidade de aprendizagem, de mudança, de adaptação, quando todo o processo de envelhecimento é isso mesmo: mudança, mudança e mais mudança?! Arrisco até dizer que é a fase da vida em que ocorrem mais mudanças: são as alterações hormonais, são as mudanças na imagem corporal, os problemas de saúde, a reforma, a viuvez e as perdas de familiares e amigos, cada vez mais frequentes, a solidão, entre tantas outras. Como não mudar? Como não adaptar-se às novas circunstâncias?

 

E são tantos os desafios desta fase da vida, que é natural que surjam dificuldades e que, por vezes, seja preciso ajuda para enfrentá-los. Mas se a vida nunca parou de mudar, por que haveríamos nós de parar de crescer? A psicoterapia não tem idade — apenas vontade de compreender, transformar e viver melhor.


Agende aqui a sua consulta ou, se preferir, podemos conversar um pouco, sem custos e sem compromisso:




 
 
 

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© 2025 por Patrícia Teixeira

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